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Um cenário de competição acirrada

5/20/2008

Valor Econômico, 20 de Maio de 2008 - Ao expandir as atividades, seja para atender a camadas de renda mais baixa, seja para marcar presença em outras regiões, o mercado imobiliário avança nas operações de fusões e aquisições o que tende a acirrar a competição entre os grupos mais fortes. Em 2007, o setor foi o segundo em fusões, aquisições, jointventures e parcerias com empresas regionais, segundo Raul Beer, da consultoria PricewaterhouseCoopers.

Perdeu apenas para a indústria de alimentos. "O ramo imobiliário realizou 53 operações, num aumento de 30% em relação a 2006, quando houve 34 negociações." É um processo cuja tendência é se aprofundar, a julgar pêlos dados de outra consultoria, a KPMG. Nos três primeiros meses de 2008, o setor imobiliário confirmou o segundo lugar em fusões e aquisições no Brasil, com 14 acordos e um crescimento de 100% em relação ao primeiro trimestre de 2007. "Isso demonstra uma forte tendência de consolidação", confirma Luís Morta, sócio de Corporate Finance da KPMG e um dos responsáveis pelo estudo. 'Tanto mais que, historicamente, o primeiro trimestre sempre costuma ser fraco", emenda Giuseppe Masi, sócio do setor imobiliário da consultoria. Das empresas brasileiras do setor que fizeram IPO na Bovespa, 21 aproveitaram os mais de R$ 12 bilhões captados em 2007 para colocar, juntas, cerca de R$ 26,5 bilhões em imóveis no mercado formal da construção civil voltado para o segmento residencial. Mais de duas vezes e meia o volume de lançamentos registrados em 2006, ano também marcado por recordes históricos.

Na visão de Wilson Amaral, presidente da Gafisa, se não houver nenhuma surpresa negativa no ambiente macroeconômico, as empresas bem preparadas e capitalizadas podem contar com uns dez anos de muito crescimento pela frente. "Nossa atividade depende basicamente de estabilidade econômica e financiamento de longo prazo", diz.