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Expansão imobiliária no Rio

4/30/2008

Istoé, 30 de Abril de 2008 - No coração da cidade, construtoras erguem espigões que concorrem requinte e tecnologia, enquanto na zona sul disputam cada palmo de terreno como ouro. A oeste, mega-condomínios brotam da noite para o dia vendendo espaço e conforto; ao norte, o progresso da classe média e o PAC abrem os portões para uma demanda reprimida há décadas.

A moeda estável, o crédito fácil e projetos que prometem R$ 100 bilhões para o Estado em cinco anos produzem uma efervescência sem precedentes no mercado imobiliário do Rio de Janeiro. Os espantosos 48% a mais de lançamentos de 2006 (8,8 mil) para 2007 (13 mil) inauguram uma era promissora de investimentos em imóveis no Estado, incluindo os extremos da região metropolitana, como Itaguaí e Maricá.

Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá seguem à frente em volume de construções. Com espaços generosos, diretrizes urbanísticas e estrutura de comércio e lazer, concentraram65% dos lançamentos em 2007. Para se ter idéia da pujança, o conjunto 02 vendeu, no início do mês, suas 885 salas e lojas em apenas um dia, a R$ 7,5 mil o metro quadrado na planta. Está localizado entre o BarraShopping e a Península, o mais novo paraíso das construtoras. Na opinião de Paulo Fabbriani, presidente da Máxima Assei Management, a migração para a Barra segue a tendência mundial de bairros auto-suficientes. "O mesmo acontecerá na Região dos Lagos a partir de Maricá, por causa do petróleo, e no entorno dos portos de Itaguaí e Sepetiba, pela siderurgia", prevê.

Apesar da Barra, da falta de um plano diretor e da degradação da zona portuária, o centro da cidade, um dos poucos do mundo que contam com aeroporto, vive grande expectativa. A aposta é simbolizada pelo renascimento da Lapa e pelo crescente interesse em adaptar prédios antigos para abrigarem escritórios corporativos de luxo, seguindo uma tendência internacional.