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Investidor estrangeiro aplica em imóveis de BH

5/8/2008

Uai, 08 de Maio de 2008 - "A rentabilidade sobre o capital investido em imóvel aqui está em torno de 12% ao ano. É um ganho que não existe em nenhum país. Na Espanha não supera 5%" - Jaime Palazuelo, empresário espanhol.

Os prédios comerciais, residenciais, habitações populares e shopping centers dos grandes centros brasileiros estão sendo vistos com outros olhos pelos investidores estrangeiros. Eles agora apostam nesses empreendimentos como bom destino para aplicar – e fazer render – o dinheiro. Americanos, árabes e europeus começam a circular pelas ruas das capitais atrás de empreendimentos imobiliários e potenciais sócios para levantar edifícios. O motivo é um só: o aquecimento do mercado de imóveis brasileiro, que chega a ter o dobro da rentabilidade de outros países.

A crise dos empréstimos imobiliários (subprime) nos Estados Unidos levou os investidores internacionais a buscar em outros mercados de atuação. Na esteira do mercado americano, o setor imobiliário espanhol também está em crise, com baixa rentabilidade para investidores. Na Espanha, as imobiliárias chegam a oferecer prêmios para quem conseguir vender uma casa ou apartamento, que vão desde carros zero quilômetro até pagamentos de um ano de salário.

Já no Brasil, o cenário é inverso: há escassez de imóveis, os preços estão em alta e os bancos registram recorde de crédito e financiamento imobiliário a cada mês. Com o terreno brasileiro mais atrativo, o país se tornou o 11º que mais recebeu investimentos estrangeiros no setor imobiliário no ano passado, com cerca de US$ 14 bilhões, segundo dados de uma famosa consultoria. O volume é 143% maior que o recebido no ano anterior. Entre os emergentes, apenas a China teve desempenho melhor: recebeu US$ 15 bilhões.

O investimento em imóveis comerciais ao redor do mundo totalizou US$ 930 bilhões em 2007, um crescimento de 29% em relação a 2006, segundo o levantamento feito. Os executivos da consultoria afirmam que os investidores estrangeiros devem se tornar cada vez mais importantes no mercado global ao longo de 2008, pois procuram retornos mais elevados e diversificação para reduzir os riscos de seus investimentos.