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O Globo / Veiculação: On-line, 13 de novembro de 2008 - Pela proposta, no espaço hoje ocupado pelo camelódromo da Rua Uruguaiana, no Centro, poderão ser erguidos edifícios.
Para o terreno da Estação Siqueira Campos, o projeto permite prédios de até 21 metros de altura (sete andares).
Entre vereadores, a proposta foi recebida com críticas, sobretudo porque foi enviada um mês e meio antes de Cesar Maia deixar o cargo. A Sociedade Amigos de Copacabana protestou, alegando que o terreno da Siqueira Campos está incluído na Área de Proteção Ambiental (APA) do Bairro Peixoto, que estabelece gabarito de 15 metros.
Queríamos que o local virasse praça. Aceitávamos que construíssem, desde que respeitando a APA e que o prédio abrigasse atividades de entretenimento - diz Horácio Magalhães, presidente da sociedade.
A vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) está entre os que questionam o fato de o prefeito apresentar o projeto às vésperas de deixar a prefeitura: - Isso levanta dúvidas. Além disso, o projeto tem que ser debatido em audiência pública.
O vereador Luiz Antônio Guaraná (PSDB) também entende que o projeto tem que ser amplamente discutido, ouvindo moradores e os donos das áreas (a Rio Trilhos, do estado).
Já o vereador Eliomar Coelho (Psol) lamentou que uma promessa feita a moradores de lugares por onde passou o metrô, de compensá-los por transtornos causados pelas obras, esteja sendo descumprida. Segundo ele, esses terrenos deveriam virar áreas de lazer.
Cesar Maia alega que, desde 2007, o estado pede que a prefeitura fixe padrões para o aproveitamento de terrenos remanescentes das obras do metrô.
E os estudos só ficaram prontos agora acrescenta.
Segundo Mariana Barroso, gerente de Planos Locais da Secretaria municipal de urbanismo na Zona Sul, o projeto vem sendo estudado há anos e sofreu algumas revisões.
Em nota, o governo do estado disse que, neste momento de transição, prefere não comentar a iniciativa do prefeito.
O Globo, Selma Schmidt, 13/nov |