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Portal Panashop, 09 de dezembro de 2008 - Há cerca de dois anos, o setor da construção civil nacional iniciou um processo de aceleração de crescimento. Este movimento foi possível devido a uma bem sucedida combinação de economia estabilizada, redução do custo do crédito e demanda reprimida pela estagnação da construção civil durante um longo período. Os principais agentes do setor vislumbraram a possibilidade de um rápido crescimento. Diversas empresas abriram seu capital em operações de sucesso, captando bilhões de reais no mercado, e assim multiplicaram seus empreendimentos por todo o Brasil. Os bancos acompanharam tal movimento, ampliando e facilitando a oferta ao crédito, representando uma possibilidade real da casa própria para grande parte da população brasileira.
Com a recente crise financeira que abala o mundo, decorrente do estouro do sistema imobiliário norte-americano, muito se pergunta a respeito da continuidade do progresso do setor no Brasil.
É natural que neste momento de grandes incertezas empresários e consumidores retardem suas decisões até que se possa avaliar que impactos a crise irá causar.
Olhando para o futuro, penso que haverá uma redução da velocidade de lançamentos imobiliários no Brasil. Mesmo assim, no longo prazo, o setor deverá continuar crescendo de maneira sustentada devido à existência de grande demanda e de crédito. O crédito imobiliário é majoritariamente proveniente dos recursos da caderneta de poupança e do FGTS, que obrigatoriamente devem ser aplicados no setor.
O imóvel sempre foi um investimento de longo prazo. Desde que bem planejado, este deve continuar a ser um bom negócio para empresários e consumidores.
* Economista e diretor presidente da Laguna Construtora e Incorporadora. |