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Empresas ocupam mais escritórios

2/20/2005

Jornal do estado de São Paulo, 20 de fevereiro de 2005  - O ano de 2004 sinalizou a recuperação do segmento de escritórios em São Paulo. Essa é a conclusão das principais consultorias especializadas, que fecharam na última semana os balanços do período (veja quadro abaixo).

O aumento do nível de ocupação dos espaços -o mais importante balizador de desempenho do setor- mostrou resultado positivo em duas pesquisas.

Na da consultoria Jones Lang LaSalle, a ocupação aumentou 121,5% nos escritórios de alto padrão (classes A e AA). Os números da consultoria Cushman & Wakefield Semco cravam 24% de crescimento, se forem considerados todos os padrões.

"Os de alto padrão foram ocupados por novas empresas ou por aquelas que cresceram", explica Sandra Ralston, presidente da Jones Lang no Brasil.

Os espaços classe C fecharam o ano com ocupação de 40 mil m2 úteis, o dobro do registrado em 2003, segundo a Cushman. "Empresas que tentaram conter gastos e pequenas que voltaram a crescer buscaram produtos de padrão mais baixo", diagnostica Paul Weeks, 45, diretor da consultoria.

Espaço vago
A vacância, que aponta o percentual de espaços vagos, manteve-se estável -foi de 17,6% para 17,2% no geral, a primeira queda em quatro anos, de acordo com o levantamento da Cushman.

"Ainda é um índice alto", observa Miguel Giacummo, 42, gerente comercial da consultoria Binswanger. "Não vejo essa melhora como um processo permanente." Isso aconteceu porque o espaço ocupado em 2004 foi equivalente à quantidade de metros quadrados de novas unidades (menor no ano passado do que em 2003).

O número de lançamentos cairá. Em 2003, foram erguidos 259 mil m2; em 2004, 166 mil m2. "Em 2005, haverá 154 mil m2 de novos produtos e, em 2006, 102 mil m2", diz Weeks.(EV)