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Folha de São Paulo, 24 de Fevereiro 2008 - O aluguel é o "capital de giro" com o qual o advogado Luiz Carlos Galvão Barros, 30, investe em imóveis. Ele é dono de um dois-quartos no Morumbi (zona oeste), comprado na planta e alugado um mês após a entrega das chaves -em três anos, a vacância foi de apenas um mês, no intervalo entre a saída do primeiro e a chegada do atual inquilino.
O aluguel de R$ 800 paga a parcela do financiamento e ainda sobra. E o valor do apartamento passou de R$ 75 mil para R$ 130 mil, o que motivou Barros a comprar outro, ainda em obras, no mesmo bairro.
Agora Barros planeja investir em escritórios, em sociedade com familiares. "O aluguel comercial foi o que mais subiu, e o Morumbi tem carência de conjuntos comerciais", avalia.
Antes de adotar a estratégia de Barros, é bom ponderar: as facilidades de financiamento podem afugentar o inquilino de imóveis residenciais. "Ele chama o locador para pechinchar um valor de aluguel menor que a parcela do financiamento ou prefere comprar seu próprio imóvel", diz o diretor comercial da consultoria Binswanger, Erwin Tubandt. |