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Acionistas da Lopes têm 30 dias para aceitar oferta de compra pelos papéis

6/15/2009

Valor Econômico, 10 de junho de 2009 - Os acionistas da imobiliária LPS Brasil (Lopes) terão 30 dias para decidir se aceitarão a oferta de compra dos papéis proposta por acionistas da empresa. Dois controladores da companhia - São Francisco Participações e Equity Engenharia e Empreendimentos - farão uma oferta pública voluntária de aquisição (OPA) de até um terço das ações da Lopes em circulação no mercado.

O edital da operação foi publicado ontem, e o investidor interessado tem de hoje até o dia 7 de julho para se habilitar para o leilão - agendado para 8 de julho. O preço proposto é de R$ 7,10 por ação. O valor é 14,5% menor que a cotação de ontem do papel da Lopes, que fechou negociado a R$ 8,30 na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Em ofertas voluntárias como a promovida pelos donos da Lopes, a regra da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) permite que haja aumento de preço durante a execução do leilão. A companhia já prevê no edital tal possibilidade. Porém, ressalta que o uso dessa alternativa pode levar a redução na quantidade total de ações a serem compradas, desde que o volume financeiro da operação não seja reduzido.
Na oferta, os acionistas controladores querem comprar até 4,2 milhões de ações, montante que está dentro do limite de até um terço dos papéis em circulação.
A Lopes estreou no mercado de ações brasileiro em 18 de dezembro de 2006, durante a onda de abertura de capital de empresas ligadas ao setor de construção civil. A oferta pública foi apenas secundária, por meio da qual o dinheiro vai para as mãos dos sócios da empresa. Assim, os controladores captaram R$ 474,7 milhões com a operação. O papel saiu a R$ 20. Como a empresa não constrói, apenas intermedia a venda de imóveis, não tinha necessidade de capital na ocasião.
O gasto dos controladores com a oferta que será realizada, no preço inicialmente previsto e caso haja adesão total, pode chegar a R$ 29,9 milhões.
Na estreia na bolsa, a venda ao mercado dessa mesma quantidade de ações rendeu aos controladores R$ 80,7 milhões, líquido das comissões pagas aos bancos. Apenas o rendimento do CDI sobre esse montante, numa aplicação quase sem risco, renderia aos donos R$ 25,5 milhões. Ou seja, quase pagaria integralmente o movimento de aumento da participação atual.
Os controladores têm pouco mais de 65% das ações ordinárias e, portanto, do capital total da Lopes. Com essa operação, podem elevar a fatia para até 73%.