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Com a compra da Dudony, Grupo Silvio Santos passa a ter 130 lojas

6/22/2009

Jornale, 17 de junho de 2009 - Mais uma empresa do Paraná acaba saindo do controle das mãos de empresários paranaenses. Desta feita é a rede Dudony, com 110 lojas que foi adquirida pelo Baú Crediário, pertencente ao Grupo Silvio Santos. A venda da Dudony foi aprovada por 75% dos 240 credores da empresa, que está em processo de recuperação judicial desde dezembro do ano passado. Já o Grupo Silvio Santos vem se fortalecendo cada vez mais. Em menos de uma semana comprou duas empresas, pagando por elas R$ 58 milhões. Antes da Dudony o grupo adquiriu a empresa de pagamentos on-line Braspag, que tem em sua carteira clientes como Dell, Submarino e Americanas.com, Ricardo Eletro, Tok Stok e Mercado Livre, além de possuir unidades no México, Chile, Colômbia e Argentina. Com a compra da Dudony a Baú passa a ter 130 lojas.

Embora a dívida da Dudony ultrapasse a casa dos R$ 100 milhões, o Grupo Silvio Santos pagará pelas lojas R$ 33 milhões, dos quais, R$ 25 milhões serão utilizados para quitar as dívidas com os credores e R$ 8 milhões para saldar as contas administrativas. Os grandes credores tiveram que aceitar o deságio e vão receber apenas uma parte dos seus créditos.
Eu conversei com o economista e consultor de empresas, Luiz Afonso Cerqueira, e ele me disse que a venda da Dudony representa a continuidade de um processo que não tem mais volta. Ou seja, as pequenas empresas estão sendo cada vez mais pressionadas pela concorrência das grandes redes, pela perda de poder na negociação com fornecedores e pelas dificuldades na obtenção de capital de giro. Enfraquecidas, a única alternativa que sobra para as pequenas e médias empresas é a venda para grandes grupos, que têm administrações altamente profissionais.
Embora a Dudony seja a maior rede de varejo do Paraná, ela é considerada pequena quando comparada a grandes grupos nacionais. Na semana passada, por exemplo, tivemos a notícia da venda das lojas Ponto Frio para o Grupo Pão de Açúcar.
As empresas estrangeiras estão analisando o varejo no Brasil como um bom negócio e isso pode significar a realização de muitos negócios. Nosso país ocupa hoje a 8ª posição no ranking global de oportunidade de investimento para empresas de varejo e é o primeiro do mundo em atratividade no setor de vestuário, segundo pesquisa da consultoria A.T. Kearney.
Varejistas não souberam aproveitar a redução do IPI
As manchetes dos jornais desta terça-feira (16) sobre a falta de produtos da linha branca nas lojas não deixam dúvidas: alguns varejistas não souberam aproveitar da redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos. De acordo com André Lucena, gerente de Projetos da RGIS, empresa especializada em serviços para o varejo, quem não esteve atento às ineficiências na gestão do estoque acabou perdendo.

Segundo Lucena, fatores como eficiência total no controle e reposição de estoques e cuidados especiais com furtos/roubos e quebras na retaguarda são essenciais para definir o tamanho da perda. Para o executivo, porém, ainda há tempo para recuperar o tempo (e o dinheiro) perdido. “Esta é a hora de investir em serviços especializados para a prevenção de perdas.”
Para o especialista, uma das grandes vilãs é a contagem amadora dos estoques, que pode levar o varejista a ter prejuízos com falta ou excesso de itens no ponto-de-venda. “A ausência de controle profissional sobre a movimentação de produtos pode gerar perdas que vão desde uma pequena diferença de estoque até compras indevidas e, por que não dizer, aumento de furtos e fraudes”, detalha.

Lucena dá duas dicas valiosas para os varejistas:
- Cuide do inventário da loja de forma profissional e, se necessário, procure empresas especializadas neste tipo de serviço. A contagem do estoque é um trabalho minucioso. Se realizada de forma inadequada, apresentará discrepâncias entre estoque físico e teórico que certamente trará grandes prejuízos para o varejista.

- Não abra mão de auditorias operacionais permanentes, para ter a medida exata dos gaps (diferenças) entre o processo devido e o efetivamente praticado em sua empresa. E para não correr risco com o desaparecimento de ‘produtos’, não esqueça também da inspeção do recebimento de mercadorias (IRM) que monitora suas entregas desde a Central de Distribuição até o estoque da loja.

Para o executivo, a adoção dessas práticas deve ser periódica e não apenas em datas sazonais ou períodos de incentivo ao consumo como os de agora. “Os desperdícios são atemporais e se não forem combatidos de forma eficaz e profissional, podem transformar qualquer céu de brigadeiro em uma violenta tempestade”, conclui.
ISS Tecnológico destina R$ 7 milhões para empresas de Curitiba
Empresas prestadoras de serviços instaladas em Curitiba poderão investir até R$ 7 milhões em projetos de desenvolvimento científico e tecnológico em 2009, por meio do programa ISS – Tecnológico, da Prefeitura de Curitiba. O decreto de liberação dos recursos foi assinado pelo prefeito Beto Richa em maio. Os recursos devem ser aplicados na aquisição de equipamentos, software, livros técnicos, na melhoria da infraestrutura física, capacitação de pessoal ou contratação de consultorias. O valor do projeto é deduzido do valor a pagar ao município em Imposto sobre Serviços – ISS.
Um estudo feito em 2008 sobre o impacto do ISS-Tecnológico, em um grupo de empresas que utilizou esta ferramenta, mostrou que o faturamento cresceu 18,4%, em média, contra apenas 5,4% do faturamento das empresas curitibanas que estariam aptas a usá-la, de acordo com o banco de informações da secretaria de Finanças. O mesmo estudo mostra que de 2005 a 2007 as empresas beneficiadas pelo ISS-Tecnológico criaram 1932 empregos.
Curitiba é o único município brasileiro que utiliza o ISS como estratégia de incentivo ao desenvolvimento das empresas. “O ISS-Tecnológico é inteligente e inovador, porque ajuda as empresas a modernizar sistemas, ser mais competitivas e leva a um aumento sistemático do faturamento e da empregabilidade”, afirma Juraci Barbosa Sobrinho, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento, responsável pela gestão do ISS – Tecnológico, em conjunto com a Secretaria Municipal de Finanças. “Em muitos casos os benefícios do programa funcionam como diferencial na participação em projetos de outras empresas, e até para consolidar a vinda de novas empresas para Curitiba, como foi o caso da GLT, ligada ao banco HSBC, e da Nokia Siemens”, completa.
O ISS-Tecnológico atende projetos de todo tipo de tamanho, variando de 800 reais a alguns milhões de reais. Obrigatoriamente 15% dos recursos são destinados a projetos de até R$ 40 mil em incentivos e o restante acima desse valor. “O programa forma um círculo virtuoso, porque os recursos do incentivo fiscal não saem da cidade. As empresas são obrigadas a usar pelo menos 80% do valor para adquirir produtos e serviços de empresas de dentro da base do município”, explica Manoel Barcelos, gestor do programa.
Silvio Santos fica com a rede Dudony
Reunida na tarde desta terça-feira (16), em Maringá, a assembleia de credores das lojas Dudony aprovou no início da tarde desta terça-feira (16) o plano de recuperação judicial da empresa que inclui a venda da rede varejista que tem 110 lojas no Paraná e São Paulo. O Baú, pertencente ao Grupo Silvio Santos, foi a única empresa que apresentou a proposta de compra e deve assumir a empresa pelo valor de R$ 33 milhões. A Dudony opera há 20 anos no mercado.
Em 17 de dezembro do ano passado as empresas Dismar Distribuídora de Eletrodomésticos e Markoeletro Comércio de Eletrodomésticos que operam sob o nome fantasia Dudony entraram com um pedido de recuperação judicial, antiga concordata, na 1.ª Vara Cível de Maringá, em função de dívidas bancárias e débitos com fornecedores.