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Negócio imobiliário cresce 67,8% na base tributária

8/16/2010
Jornal da Cidade_Bauru e Região, 12 de Agosto de 2010 - O salto é de 67,8% no ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Intravivos), cobrado na Transferência de imóveis entre pessoas ou empresas, sobre o mesmo período de 2009.

Em análise da Diretoria de Administração Financeira, o total passou de R$ 7,32 milhões para R$ 12,29 milhões.

Com percentual médio de 2,5% do valor de registro, o imposto projeta números acima de R$ 3 bilhões em negócios gerados no mercado.

Esse tipo de cobrança, explica a nota, “mostra que o mercado imobiliário teve forte aquecimento até a metade deste ano”.

Motivos
O aumento em número e valor dos imóveis negociados contou em outubro de 2009 com a elevação do teto de financiamento do programa federal MCMV (Minha Casa, Minha Vida), de R$ 80 mil para R$ 100 mil.

“O valor de venda do imóvel novo não cabia no antigo teto”, diz Célia Benassi, da Proempi (Associação das Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de Jundiaí e Região).

A mudança é confirmada pelo superintendente regional da Caixa Federal em Jundiaí, Valdir Monti, que registrou no primeiro semestre o aumento de 75% sobre 2009 em imóveis financiados (5.826, com R$ 417,7 milhões). Do total, 3.533 unidades são do MCMV na região.

Inclusão
Nas ações sociais, a Fumas (Fundação Municipal de Ação Social) continua em expansão. Conforme o superintendente Ademir Pedro Victor, a meta agora é “diminuir o adensamento de moradias no Jardim São Camilo e no antigo Varjão. No primeiro serão feitas 1 mil casas na avenida Giustiniano Borin e no segundo serão 640 casas ao lado do atual bairro Fazenda Grande”.

Opinião do BOM DIA
Situação desafia a boa gestão pública urbana
Os dados tributários, financeiros e técnicos de Jundiaí mostram que a intensidade do setor coincidiu com a revisão do zoneamento do Plano Diretor no primeiro semestre.
Muitos projetos iniciados terão efeitos apenas nos próximos anos. Se na vida pessoal o momento exige lucidez, na vida coletiva o desafio está na gestão dos recursos urbanos, naturais e históricos da cidade.
A cooperação maior entre sociedade e governo (como propõem os arquitetos do IAB para projetos populares) é um dos caminhos.

Momento exige muito cuidado
Os dados da Diretoria de Obras Particulares para o 1º semestre indicam que as certidões de habite-se para imóveis novos foram 1.180, quase o total do ano inteiro de 2007.

Mas projetos aprovados (de todos os tamanhos) foram 2.048, quase o dobro. O secretário de Obras, Sinésio Scarabelo, diz não ter o total de unidades envolvidas.

Em julho, houve desaquecimento de imóveis de terceiros. “A especulação deve diminuir, havia preços irreais”, diz o presidente da Acijun (Associação dos Corretores de Imóveis de Jundiaí) e diretor da Mediterrâneo, Celso José Coelho.

O efeito deve ser uma estabilidade no segundo semestre.

Ele alerta proprietários para regularizarem os imóveis. “Muitos foram ampliados, mas a área averbada é menor e pode atrasar negociações futuras.”.

E destaca a presença na cidade da Proempi, da Acijun, da delegacia do Creci (Conselho Regional de Corretores) e do sindicato setorial.