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Mercado imobiliário em foco

8/23/2010
Jornal de Negócios Imobiliários, 19 de Agosto de 2010 - Boletim de Conjuntura Imobiliária da Capital Federal, divulgado ontem, mostra que a Asa Norte e o Sudoeste têm o m2 mais caro de Brasília, ultrapassando, por exemplo, o Lago sul.

O Boletim foi feito pela Consultoria Econômica do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (Econsult), pelo Sindicato da Habitação no Distrito Federal (Secovi-DF) e pelo Instituto Fecomércio com o objetivo de verificar o crescimento imobiliário na Capital Federal . A pesquisa foi lançada ontem na UnB, terá periodicidade mensal e trará o levantamento sobre o valor mínimo, médio e máximo dos imóveis no DF.
Segundo o presidente do Secovi, Carlos Hiram Bentes, o DF não tinha um estudo geral informativo neste modelo. "O objetivo do Boletim é acompanhar e analisar o desempenho do mercado imobiliário com informações não só para a sociedade, mas também para todas as pessoas que desejam realizar investimentos no setor", declarou.
O diretor do Projeto, João Vitor Rego explica que a pesquisa foi realizada com as grandes imobiliárias do DF. "A pesquisa é dividida em duas partes: primeiro mostra o cenário econômico geral do país e de Brasília e depois a análise do mercado de imóveis da capital", ponderou João Vitor. Ele completou informando que “o Boletim mostrou que a evolução do mercado imobiliário, trouxe sucesso para a economia, indústria, comércio e emprego. Não havia estudo em Brasília que acompanhasse de maneira geral e objetiva o setor imobiliário", finalizou.
O estudo referente ao mês de junho mostrou que o mercado imobiliário cresce cada vez mais em Brasília, com destaque para as ofertas residenciais no Sudoeste, Lago Norte, Lago Sul, Asa Sul e Norte, Cruzeiro, Taguatinga, Águas Claras, Guará, Samambaia e Ceilândia. Das 487 ofertas imobiliárias, 380 são residenciais, com destaque para apartamentos de dois, três e quatro dormitórios. Os três juntos totalizam 46% dos imóveis residenciais. Mas a procura que mais cresce são os apartamentos de três dormitórios, com 93 ofertas, de valor mínimo de R$ 155 mil, chegando até R$ 1,4 milhões.
De acordo com a pesquisa, o preço do metro quadrado de um apartamento na Asa Norte varia entre R$ 6.513 e R$ 9.264 mil e no Sudoeste de R$ 7.758 a 8.213 mil. Os valores estão acima do custo do m2 no Lagos Sul, por exemplo, que varia de R$ 2.916 a R$ 4.956 mil. Já as casas com três dormitórios totalizam 32 ofertas, com preço mínimo de R$ 97 mil e máximo de R$ 3,2 milhões. O coordenador do Projeto Tómas da Costa e Silva Vasconcelos explica que a pesquisa foi realizada somente com imóveis novos e semi-novos. "O centro da Capital apresentou o metro quadrado mais caro, a diferença entre os bairros é expressiva, o Sudoeste e Asa Norte são os locais onde os imóveis são mais caros", analisou o coordenador.
Já em relação aos imóveis comerciais, foram pesquisadas 149 ofertas, com destaque para salas comerciais. Águas Claras, Brasília e Taguatinga apresentaram as maiores ofertas. Os maiores preços foram verificados em Águas Claras, com o valor de R$ 8.278 mil por metro quadrado, no caso de loja e R$ 4.500 a sala. Já em Brasília, o metro quadrado de uma loja chega a R$ 9.870 mil e a sala R$ 6.618 mil. "O estudo mostra que o setor imobiliário se mantém aquecido e subsidia quem quer comprar e quem quer vender", afirmou Leonardo Teixeira Viotti, presidente da Econsult.
A pesquisa também oferece um quadro estatístico das ofertas de imóveis para locação. Dos 477 pesquisados, o maior número são residenciais, com o total de 317. O maior número de ofertas são os apartamentos de dois dormitórios, com o valor mínimo de R$ 400 e máximo de R$ 3.500. A locação de um apartamento na Asa Norte de três quartos custa em média R$ 2.433; na Asa Sul, o mesmo modelo possui preço médio de R$ 2.875, no Sudoeste R$ 2.386. Se tratando dos imóveis comerciais, destacam-se as salas, com 77 ofertas, de preço mínimo de R$ 380 e máximo de R$ 16.500 mil. O aluguel de uma sala na Asa Note custa em média R$ 1.896; na Asa Sul, R$ 4.133 e no Sudoeste, o preço médio chega a R$ 900.