Jornal Negócios Imobiliários, 29 de Junho de 2010 - O grupo Toyota anunciou o maior dos investimentos para 2010: quase R$ 700 milhões para abertura da segunda fábrica da japonesa que ficará localizada em Sorocaba. O projeto, iniciado e congelado em 2008, em função da crise, voltou a ser tema tratado na empresa, fruto da estabilização econômica do Brasil. De acordo com empresa japonesa, o grupo "está considerando, entre outras questões, qual seria o melhor momento para abrir a fábrica", mas ressaltou ter chegado a hora de tirá-la do papel. De acordo com os estudos realizados no início do projeto, a fábrica traria pelo menos 2,5 mil empregos diretos e cerca de 11 mil indiretos.O estudo apontava também para uma capacidade anual superior a 100 mil carros pequenos, destinados ao mercado interno. A Toyota explica que os estudos e cálculos estão sendo realizados para que a fábrica entre em funcionamento em 2011. Já o grupo sul - coreano Hyundai já anunciou no final de maio, o investimento de US$ 150 milhões na instalação de uma fábrica de máquinas e equipamentos de construção, com inicio de funcionamento ainda em 2010. A fábrica será a primeira unidade de equipamentos pesados da marca fora da Ásia. Com capacidade de produção anual de até 5 mil unidades - entre escavadeiras, retroescavadeiras e pás-carregadeiras -, a fábrica deverá abrir cerca de 650 postos de trabalho diretos.
De acordo com o diretor da Hyundai no Brasil, Gi-Seob Kim, a única variável ainda é o local da fábrica "não definimos o local, mas quatro Estados estão na disputa pelos investimentos: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, e isso é a única coisa que eu posso adiantar", afirmou.
A japonesa Honda também já anunciou os próximos investimentos no Brasil. Segundo a empresa, serão R$ 200 milhões na ampliação da fábrica de automóveis em Sumaré (SP). O investimento será efetivado até 2011, e os recursos serão usados, principalmente, na melhoria da competitividade e qualidade dos carros feitos no estado paulista - Fit, City e Civic. "Os investimentos não são focados no aumento da capacidade, mas sim na verticalização e qualidade da produção", afirmou a Honda.